quarta-feira. 28.09.2022
Os símbolos foram recebidos junto à Santa Casa da Misericórdia de Chaves, numa cerimónia presidida pelo bispo da Diocese de Vila Real.
Os símbolos foram recebidos junto à Santa Casa da Misericórdia de Chaves, numa cerimónia presidida pelo bispo da Diocese de Vila Real.

Os Símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – a Cruz peregrina (a Cruz do Ano Santo) e o Ícone da Virgem Protetora do Povo Romano (Salus Populi Romani) – entregues à Diocese de Vila Real percorreram durante a última semana o Arciprestado do Alto Tâmega.

Os jovens da Diocese de Bragança-Miranda entregaram a cruz e o ícone mariano ao Comité Organizador Diocesano (COD) de Vila Real para a JMJ Lisboa 2023, na ponte de Rebordelo, no concelho de Valpaços, no passado domingo, numa passagem acompanhada pelo Grupo Motard de Chaves e pelas comunidades que seguiram em peregrinação pela estrada Nacional 103 até ao Km 0 da Estrada Nacional 2, onde também se encontrava o Grupo de Gaiteiros da Escola de Música de Chaves, jovens e muitos adultos.

Os símbolos foram carregados em braços até à praça de Camões, onde decorreu a celebração de receção dos símbolos, presidida pelo bispo da diocese de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, que motivou toda a comunidade “a dar início ao caminho até Lisboa 2023 para o grande encontro com o Papa Francisco”.

Acolher a cruz e o ícone mariano, “símbolos que devem ter o sentido não só de expressão da fé, mas também da nossa comunhão com todas as igrejas”, referiu D. António recordando o desafio de Jesus, “a quem quer ser cristão e segui-lo como discípulo, a pegar na sua cruz todos os dias e segui-lo”.

Jovens de diversas instituições locais foram colocando fitas com diversas cores, associadas ao símbolo da JMJ e que durante a celebração ficaram espalhadas pela escadaria da Igreja da Misericórdia.

A receção celebrativa ficou ainda marcada pelo canto, oração e saudação aos símbolos, por uma imensa comunidade que encheu a praça, onde ecoaram o hino e a oração oficial da JMJ.

Acolhimento na Santa Casa da Misericórdia de Chaves

Os símbolos estiveram em peregrinação no arciprestado do Alto Tâmega entre os dias 4 e 9 de setembro, visitando instituições, igrejas e diversas entidades.

A Santa Casa da Misericórdia de Chaves acolheu a Cruz e o ícone mariano em alguns dos seus equipamentos sociais, designadamente: Casa de Acolhimento (Escola de Artes e Ofícios), Lar Padre Justino Magalhães, Lar de Santa Isabel (Vilar de Nantes) e Lar Nossa Senhora da Conceição (Vidago).

A Misericórdia de Chaves agradece e valoriza que seja envolvida nesta caminhada” enalteceu Sónia Adães Ferreira, diretora-geral da Santa Casa da Misericórdia de Chaves, dando nota da “pequenina representação do que a Misericórdia de Chaves tem como família que é a terceira idade, a infância e a juventude”, que estiveram presentes no momento de acolhimento, uma vez que aos jovens da Escola e aos seniores juntaram-se as crianças do jardim de Infância Hugo e Vanessa, daquela instituição.

Incentivar a participação é uma das motivações para a peregrinação dos símbolos

É costume durante o período da preparação deste encontro mundial de jovens promovido pela Igreja Católica, os símbolos estarem em peregrinação pelo país organizador da Jornada, mais concretamente, percorrerem todas as dioceses nacionais até à data da sua realização.

A abertura de inscrições para a JMJ Lisboa 2023 deve acontecer até ao final de outubro, que levará jovens de todo o mundo até à capital portuguesa, entre os dias 1 e 6 de agosto do próximo ano e será encerrada pelo Papa Francisco.

Os símbolos: A Cruz e o ícone mariano

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. “Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé”, de acordo com a organização da Jornada.

A Cruz já peregrinou por todos os continentes do mundo, chegando a estar presente em diversos locais de conflito e guerra, tornando-se assim um símbolo da JMJ

Desde 2000 que à Cruz peregrina se juntou o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Símbolo introduzido ainda pelo Papa João Paulo II como manifestação da presença de Maria junto dos jovens e representa a padroeira da cidade de Roma, sendo uma das imagens marianas de maior devoção em Itália.

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