domingo. 05.02.2023

Os trabalhadores do Centro Social da Abobeleira - Valdanta, em Chaves, estão a ser alvo de retaliação por defenderem melhores condições de trabalho para os funcionários e utentes, revelou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP).

O CESP acusa a direção daquela instituição de retirar direitos adquiridos pelos funcionários por não concordar com as reivindicações.

Em comunicado, o sindicato explica que a direção do Centro Social da Abobeleira - Valdanta em resposta à reunião de 19 de dezembro decidiu dar “um presente de ano novo” aos seus trabalhadores, naquilo que considera “um flagrante atropelo dos direitos” dos mesmos.

Aos funcionários foi-lhes retirado o direito a gozar o “dia de aniversário” e deixam de puder utilizar os telemóveis pessoais durante o serviço realizado de dia e de noite.

A organização sindical acusa ainda o centro social de “falta de qualidade alimentar” e de não ter em conta as “restrições médicas ou opções alimentares dos utentes”. A instituição deixou ainda de fornecer o pequeno-almoço e lanche.

Na mesma nota, o CESP refere a “inexistência de quadros mínimos para o número de utentes” e de obrigar os trabalhadores a estarem 24 horas disponíveis para colmatar a falta de trabalhadores.

A voluntariação das trabalhadoras desta instituição e sócias deste sindicato, nomeadamente a sua delegada sindical, para, em prol dos utentes e idosos, estar disponível 24 horas para, no regime de prevenção ou chamada, atender às necessidades da instituição assim respondendo à reconhecida falta de trabalhadores”, sublinha o sindicato.

O CESP avança ainda que a situação será denunciada junto da Segurança Social (SS) pelo uso de dinheiros públicos por esta instituição “em desrespeito por contratos outorgados que não visam apenas o autofinanciamento, mas sobretudo assegurar as condições mínimas dos utentes/idosos”, assim como será feita queixa na Autoridade das Condições de Trabalho (ACT).

À Lusa, a presidente do Centro Social Abobeleira – Valdanta, Aurora Carvalho, negou as acusações feitas pelo sindicato e adiantou que “as medidas implementadas visam o ‘equilíbrio financeiro’ daquela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e numa ‘poupança’ num período de aumento de custos”.

A dirigente disse ainda que de facto o uso do telemóvel foi proibido e que as medidas não foram de retaliação mas sim de contenção financeira, tratando-se de uma experiência. Caso não se conclua a poupança significativa, Aurora Carvalho pondera repor as reivindicações dos trabalhadores.

O Diário de Chaves tentou obter outros esclarecimentos junto da presidente do Centro Social Abobeleira – Valdanta, mas sem sucesso.


 

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