segunda-feira. 05.12.2022
Cinco docentes aderiram à greve no Centro Escolar de Santa Cruz - Trindade. | FOTO: Cátia Portela.
Cinco docentes aderiram à greve no Centro Escolar de Santa Cruz - Trindade. | FOTO: Cátia Portela.

Vários professores em Chaves aderiram hoje à greve nacional convocada pelos sindicatos, causando alguns constrangimentos no funcionamento das aulas. Agrupamento de Escolas Fernão de Magalhães é o único sem docentes em greve.

Os professores estão hoje em protesto contra a alegada falta de investimento do Governo na Educação, exposta na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2023.

Em Chaves vários professores aderiram à greve, é o caso do Centro Escolar de Santa Cruz Trindade. Neste estabelecimento de ensino alguns alunos ficaram sem aulas devido a adesão à greve de cinco professores. Já na Escola Nadir Afonso, sete docentes estão em greve e na escola sede do agrupamento foram 18 a aderir.

Segundo o diretor do Agrupamento Dr. Júlio Martins, Gil Alvar, a adesão à greve naquele agrupamento ronda os 15%, com os casos mais preocupantes a verificarem-se nas escolas dos meios rurais, onde existe apenas um professor.

Por causa da falta de docentes, as aulas estão a ser substituídas por outras atividades ou os alunos estão ser encaminhados para a biblioteca.

As crianças dos Jardins de Infância de Chaves, Nantes e Outeiro Jusão, escolas pertencentes ao Agrupamento de Escolas Dr. António Granjo, ficaram esta manhã sem aulas. No Jardim de Infância do Caneiro apenas uma turma foi afetada. Neste agrupamento 42 docentes estão em greve.

Apesar de alguns constrangimentos, a professora Maria José Almeida, adjunta da direção, revelou que de um “modo geral as escolas mantêm-se a funcionar normalmente”.

Já no Agrupamento de Escolas Fernão de Magalhães dez docentes aderiram ao protesto, estando as aulas na sua maioria a decorrer dentro da normalidade possível. 

A Federação Nacional de Educação fala numa adesão na ordem dos 90%, com várias escolas encerradas de Norte a Sul do país.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a Federação Nacional de Educação (FNE), o Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU), entre outras plataformas que convocaram a greve, exigem a valorização da carreira docente, o combate à precariedade e a necessidade de promover o rejuvenescimento do setor.

As várias estruturas sindicais associadas aos professores e educadores escolheram o dia de hoje para fazer coincidir a greve nacional com a intervenção do ministro da Educação, João Costa, na Assembleia da República, em defesa da proposta orçamental para o setor no próximo ano.

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