quarta-feira. 21.02.2024
Opinião de
Dra. Cátia Teixeira

Dra. Cátia Teixeira

OPINIÃO | SAÚDE: Conheça o Melanoma

 

O melanoma é um tipo de cancro de pele que tem origem nas células da pele produtoras de pigmento chamadas melanócitos. Estas células transformam-se e passam a crescer descontroladamente e a invadir os tecidos circundantes. Embora o melanoma seja menos frequente do que os outros tipos de cancro da pele, é indiscutivelmente um dos mais graves.

 

Os subtipos clínicos de melanoma são o melanoma de extensão superficial, nodular, acral lentiginoso, lentigo maligno, entre outros. Os melanomas podem desenvolver-se em qualquer parte do corpo, sendo mais frequentes em áreas de grande exposição ao sol, como as costas, pernas, braços e face. Outros fatores de risco podem também estar na origem do melanoma: Pele clara; Hereditariedade (genética); Elevado número de “sinais” ou marcas de nascença, entre outros.

 

Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são, geralmente, pouco perceptíveis e, por vezes, difíceis de identificar, tais como: Alterações na aparência da pele; Surgimento de novas placas ou sinais na pele; Alteração na cor ou aparência de algum sinal já existente; Feridas na pele que não cicatrizam; Hemorragias (sangramentos); Pequeno edema (inchaço) avermelhado; Pequena placa vermelha, áspera e seca, entre outros..

 

O tratamento do melanoma visa eliminar todas as células cancerígenas presentes na pele. A remoção por via cirúrgica (cirurgia) é geralmente a primeira opção.

Melanomas já avançados ou que tenham metastizado requerem um tratamento mais complexo, tais como a radioterapia, imunoterapia e quimioterapia.

 

Como vimos anteriormente, o melanoma pode ser devido a diversas causas, podendo algumas delas ser acauteladas. Assim, podemos prevenir o desenvolvimento de melanomas através da adoção de certos comportamentos, a saber: Evitar a exposição prolongada ao sol, principalmente durante as horas mais fortes em radiações ultravioleta (entre as 10 horas da manhã e as 16 horas da tarde); Usar protetor solar com alto FPS (mínimo 30), durante todo o ano, na praia e fora dela, sempre que haja uma exposição prolongada ao sol; Manter as crianças na sombra, reduzir a exposição solar e usar protetor com alto índice de proteção; Usar roupas de proteção e cobrir a pele em dias com muito sol; Não fazer solário; Examinar a pele regularmente e procurar aconselhamento médico imediatamente em caso de alterações suspeitas;

Não se esqueça: a prevenção é a melhor saúde!

OPINIÃO | SAÚDE: Falando em Suicídio…

Estima-se que em Portugal, a cada dia, cerca de 3 pessoas morrem por suicídio e, muitas outras, tentam suicidar-se. Trata-se da 2ª principal causa de morte nos jovens dos 15 aos 19 anos e a 3ª dos 15 aos 34 anos. São números que não nos chegam com a velocidade e frequência com que, hoje em dia, nos retratam outras “pandemias”. Trata-se de um fenómeno que não escolhe idade, género, classe social ou região geográfica.
Qualquer pessoa, em alguma fase da sua vida, poderá ter pensamentos suicidas, no entanto, há alguns fatores de risco que devemos ter em conta:

  • Presença de uma doença mental prévia ou doença física incapacitante;

  • História de dependência ou abuso de álcool ou drogas;

  • Tentativas de suicídio prévias; ausência de suporte social e grande sensação de isolamento;

  • Alteração das rotinas ou perdas (laboral, financeira, social ou relacional);

  • Dificuldade em pedir ajuda;

  • Exposição direta ou indireta a outros casos de suicídio ou tentativas de suicídio;

  • Acesso facilitado a meios letais.

Não dá aviso, não expõe sintomas evidentes, mas há sinais de alarme aos quais devemos estar atentos porque, cada um de nós, não apenas os profissionais de saúde, pode fazer a diferença nestes casos. Esteja, especialmente, atento a reconhecer: sinais de melancolia, grande tristeza, desesperança e constante pessimismo; abuso de álcool ou drogas; expressão de sentimentos ou pensamentos sempre em torno da temática do suicídio ou morte; alterações marcadas nos padrões alimentares ou de sono; distanciamento social progressivo de familiares e amigos; perda do interesse pelas atividades que, anteriormente, se traduziam em prazer; procura ativa de meios letais.

Reconheça os sinais de alarme do suicídio, leve a sério os pedidos de ajuda, ouça ativamente e não faça juízos de valor, pergunte diretamente (sem receio ou preconceito) sobre pensamentos de suicídio, encoraje a pessoa a procurar ajuda profissional e, se a pessoa estiver em perigo de vida, não hesite e peça ajuda de imediato.
Saiba que, em Portugal, existem várias Linhas de Crise que poderá contactar:

  • SOS Voz Amiga - Linha Verde Gratuita: 800 209 899 (21:00-24:00h);

  • Conversa Amiga: 808 237 327 / 210 027 159 (15:00-22:00h);

  • Vozes Amigas de Esperança de Portugal: 222 030 707 (16:00-22:00h);

  • Telefone da Amizade: 222 080 707 (16:00-23:00h);

  • Voz de Apoio: 225 506 070 (21:00-24:00h).

Se precisar de apoio psicológico, pode ainda falar com um Psicólogo, disponibilizado pela ARS Norte (dias úteis das 08:00-20:00h) através do contacto 220411200.
Lembre-se, cuide de Si! Cuide da Sua Saúde!

OPINIÃO | SAÚDE: Quando o calor aperta - Dicas para aqueles dias mais quentes

Com a chegada da Páscoa, chegam também os dias mais quentes.

Prevendo-se que se mantenha o tempo quente, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que, para se proteger dos efeitos negativos do calor intenso na saúde, mantenha-se informado, hidratado e fresco:

  • Procurar ambientes frescos (preferencialmente climatizados);

  • Evitar que o calor entre dentro das habitações: correr as persianas, ou portadas e mantenha o ar circulante dentro de casa, refrescar a habitação e evite ligar fornos;

  • Beber água ou sumos de fruta natural sem açúcar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

  • Evitar a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas;

  • Utilizar roupa solta (algodão), que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol;

  • Utilizar protetor solar com fator > 30 e renovar a sua aplicação de 2 em 2 horas;

  • Escolher as horas de menor calor para viajar de carro;

  • Não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol, nem deixe os animais domésticos no carro;

  • Evitar atividades que exijam grandes esforços físicos;

  • Dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças; idosos; doentes crónicos; grávidas; pessoas com mobilidade reduzida; trabalhadores com atividade no exterior;

  • Ofereça água aos recém-nascidos, crianças, pessoas idosas e pessoas doentes porque podem não manifestar sede;

  • Os doentes crónicos ou sujeitos a medicação e/ou dietas específicas devem seguir as recomendações do médico assistente;

  • As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar, devendo evitar-se a exposição direta de crianças com menos de três anos (usar roupa e protetor
    solar >50).

Não se esqueça: a prevenção é a melhor saúde! 

OPINIÃO | SAÚDE: Resistência Antimicrobiana - O que fazer para evitar doenças multirresistentes?

A resistência antimicrobiana representa uma ameaça crescente à saúde pública mundial e requer ações de todos os setores do governo e da sociedade.

O desenvolvimento de antibióticos, antivirais, antifúngicos e outros são alguns dos maiores êxitos da medicina moderna. Contudo, a eficácia de alguns desses fármacos está a diminuir consideravelmente. A resistência antimicrobiana – a capacidade de bactérias, parasitas, vírus e fungos resistirem a esses medicamentos – ameaça nos levar de volta a uma época em que não conseguíamos tratar facilmente muitos tipos de infecções.

A resistência antimicrobiana ocorre naturalmente ao longo do tempo, geralmente por meio de alterações genéticas. No entanto, o uso indevido e excessivo de antimicrobianos está a acelerar esse processo. Em muitos lugares, os antibióticos são usados ​​em demasia e de forma indevida em pessoas e animais, sendo muitas vezes administrados sem supervisão profissional. Exemplos de uso indevido incluem o uso de antibióticos por pessoas com infecções virais, como resfriados e gripes, e administração desses medicamentos como promotores de crescimento em animais ou para prevenir doenças em animais ou plantas saudáveis.

Os microorganismos resistentes a antimicrobianos são encontrados em pessoas, animais, alimentos e no meio ambiente (água, solo e ar) e podem ser transmitidos entre pessoas e animais, mesmo a partir de alimentos de origem animal e vegetal, e de pessoa a pessoa. O controle deficiente de infecções, condições sanitárias inadequadas e manuseio inadequado dos alimentos promovem a propagação da resistência antimicrobiana. A incapacidade de prevenir infecções pode comprometer seriamente cirurgias e procedimentos como a quimioterapia.

O prolongamento da doença, a necessidade de mais testes e o uso de medicamentos mais caros aumentam o custo da atenção à saúde para pacientes com infecções multirresistentes.

A resistência aos medicamentos contra a tuberculose está a ser um grande obstáculo. Em 2017, cerca de 600 mil casos de tuberculose foram diagnosticados como resistentes à rifampicina – fármaco de primeira linha mais eficaz. Estima-se que cerca de 230 mil mortes são por tuberculose multirresistente – um número que poderá aumentar para 10 milhões de mortes por ano até 2050, se nada for feito.

Não se esqueça: A prevenção é a melhor saúde!