segunda-feira. 26.02.2024
Opinião de
Jacinta Meireles

Jacinta Meireles

OPINIÃO | Concerto Postcards Brass Band

O Postcards Brass Band é um quarteto de jazz composto pelos conceituados músicos Sérgio Carolino (Sousafone), Mário Marques (Saxofone), Rúben da Luz (Trombone) e Michael Lauren (Baterista). Abarcando e explorando vários tipos e estilos de linguagem, do jazz tradicional de Nova Orleães à improvisação livre e espontânea, a sua musicalidade transborda do prazer e cumplicidade de fazerem música juntos.

Uma das características fabulosas deste concerto é que o seu som é único no quarteto e transportam isso para uma experiência auditiva.

 

Não tendo um género definido é por isso um grupo de música eclética (vários tipo de músicas). Tocam desde Henry Mancini, John Zorn, Dixieland ou Wayne Shorter.

Neste concerto pudemos ouvir “Bourbon Street Parade” de Paul Barborin; “It`s All Over Now” de Bobby Womack & Shirley Womack; “All Blues de Miles Davis”; “In Deep” de Bill Frisell; “I`ve Found a New Baby” de Jack Palmer; “Footprints” de Wagne Sharter e dois tradicionais de Nova Orleães - “When the Saints go Marching In” e “Santa Cruz”.

 

O concerto que os Postcards Brass Band realizaram no Claustro D. Dinis, no Mosteiro de Alcobaça, teve a duração de cerca de uma hora e foi transmitido em direto pela RTP Play no dia 20 de setembro de 2021.

Em todas as peças pudemos verificar um grande domínio técnico por estes músicos que apesar da formação clássica (por ex. Sérgio Carolino, Ruben da Luz, Mário Marques) movem-se de forma exímia nos diferentes géneros musicais, mantendo equilíbrio em grupo, afinação controlada e uma sonoridade cheia.

 

Rúben da Luz sobressaiu em “All Blues” e “In Deep”, executando brilhantes solos. Neste segundo, pudemos ouvir um auxílio da electrónica, variando a sonoridade do grupo.

Durante o concerto os músicos movimentam-se, mas não muito, talvez por opção dos mesmos a interação com o público é reduzida, poderiam interagir mais.

Sendo um concerto deste género foi importante o contacto que os músicos tiveram com o público, Mário Marques (Saxofone) no final da peça “When the Saints go marching in” cria uma relação de proximidade com o mesmo ao pedir a opinião sobre o concerto, terminando o momento com “Santa Cruz”.